<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:geo="http://www.w3.org/2003/01/geo/wgs84_pos#" xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/"
	>

<channel>
	<title>Verbotequim</title>
	<atom:link href="http://verbotequim.wordpress.com/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://verbotequim.wordpress.com</link>
	<description>Palavras boêmias...</description>
	<lastBuildDate>Sun, 20 Jan 2008 22:47:54 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-br</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.com/</generator>
<cloud domain='verbotequim.wordpress.com' port='80' path='/?rsscloud=notify' registerProcedure='' protocol='http-post' />
<image>
		<url>http://s2.wp.com/i/buttonw-com.png</url>
		<title>Verbotequim</title>
		<link>http://verbotequim.wordpress.com</link>
	</image>
	<atom:link rel="search" type="application/opensearchdescription+xml" href="http://verbotequim.wordpress.com/osd.xml" title="Verbotequim" />
	<atom:link rel='hub' href='http://verbotequim.wordpress.com/?pushpress=hub'/>
		<item>
		<title>Segunda Carta — A Vida dos Mortos</title>
		<link>http://verbotequim.wordpress.com/2008/01/20/segunda-carta-%e2%80%94-a-vida-dos-mortos/</link>
		<comments>http://verbotequim.wordpress.com/2008/01/20/segunda-carta-%e2%80%94-a-vida-dos-mortos/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 20 Jan 2008 22:34:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Magno Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sombras]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://verbotequim.wordpress.com/2008/01/20/segunda-carta-%e2%80%94-a-vida-dos-mortos/</guid>
		<description><![CDATA[Magno Rocha O que lhe causava surpresa não era o fato de doerem-lhe as suas úmidas unhas; não era o azedume sob a língua nem mesmo os pontiagudos dardos que pareciam entrar-lhe pelos ouvidos; o que lhe causava surpresa, medo, pânico o bastante para sequer abrir os olhos era a sensação de que, ao abri-los, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=verbotequim.wordpress.com&amp;blog=2527202&amp;post=9&amp;subd=verbotequim&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font color="#ff0000"><b>Magno Rocha</b></font></p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">O que lhe causava surpresa não era o fato de doerem-lhe as suas úmidas unhas; não era o azedume sob a língua nem mesmo os pontiagudos dardos que pareciam entrar-lhe pelos ouvidos; o que lhe causava surpresa, medo, pânico o bastante para sequer abrir os olhos era a sensação de que, ao abri-los, perceberia que não reconheceria o lugar onde estava. Saberia que estaria totalmente perdido, sozinho, órfão e, pelos sons e demais sentidos, pesaria o como pôde ser, novamente, incoerente com a sua vida, com a sua fé&#8230;</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">A mansidão das tempestades-sons pela noite-reflexão ferve-lhe o sangue às chagas. Seus discípulos dormem.</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">Tendia por uma lágrima, uma gota que libertasse sua vida para o próximo passo mais puro, humilde, simples. Nada desce aos olhos além do alvorecer do tormento profetizado. Abriria seu peito e retiraria com suas próprias garras a peste que lhe devorava, mas sabia — e por isso sofria mais e mais — que o seu mal estava preso à sua vida e tal não poderia ser retirado. A solução estava no conviver, no sobreviver, no viver além do além, aquém de parte de si mesmo, à dor transportada, sacra, pelas veias.</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">Aspirava ao sono, à calma aos ossos doloridos, ao refrigério à alma enlameada por medos sobrenaturais: vida/morte eterna. O angélico sono, distante, ria e fugia de suas vistas. Abriria os olhos? O que o tempo escondia entre suas patas emplumadas era uma dúvida; mais dúvidas ao peito lanceado.</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">Não se recordava de nada do dia anterior. Não se recordava de nada para o dia seguinte. Estava no lugar certo. Sentia o que lhe era cabido: o cheiro do sangue a fugir de sua coroa.</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">Apreendia a crença de que quanto mais “forte” o modo de viver, o modo de portar-se, o modo de caminhar sobre as pedras, areias e espinhos, maior a dor no seio imperativo. Uma dor que não tem nome, idade, destino, rota, nascente. A dor apenas aperta o coração, prende o sangue, sufoca, esmaga, humilha. A dor que faz o homem um pedinte por um minuto de descanso e paz para a retomada de suas energias. Mas o que é para ferir não ouve, não fala, não responde/corresponde a pedido algum. “O que não teve nascimento, ou melhor, o que nasceu de si mesmo é para a total mortificação dos corpos universais.”, gemia ao lodo.</p>
<div align="justify"></div>
<p align="justify">Sustentava sua própria carne, ergue-se aos poucos. Mantém a visão fugitiva às sombras internas ao seu torpor/irracionalidade daquele instante. Sente o ar corrente. Saíra do abrigo desconhecido, saíra do sepulcro de seus deveres. Caminhará para o todo sempre entre os pensadores em dias de vida reais e distantes às leis desumanas, descarnadas&#8230; Ressuscitaria.</p>
<div align="justify"></div>
<div align="justify"></div>
<p class="MsoNormal" align="justify">&nbsp;</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/verbotequim.wordpress.com/9/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/verbotequim.wordpress.com/9/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/verbotequim.wordpress.com/9/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/verbotequim.wordpress.com/9/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/verbotequim.wordpress.com/9/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/verbotequim.wordpress.com/9/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/verbotequim.wordpress.com/9/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/verbotequim.wordpress.com/9/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/verbotequim.wordpress.com/9/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/verbotequim.wordpress.com/9/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/verbotequim.wordpress.com/9/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/verbotequim.wordpress.com/9/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/verbotequim.wordpress.com/9/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/verbotequim.wordpress.com/9/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/verbotequim.wordpress.com/9/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/verbotequim.wordpress.com/9/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=verbotequim.wordpress.com&amp;blog=2527202&amp;post=9&amp;subd=verbotequim&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://verbotequim.wordpress.com/2008/01/20/segunda-carta-%e2%80%94-a-vida-dos-mortos/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
	
		<media:content url="http://1.gravatar.com/avatar/134f122b987fdbfc7f017b26ca3e576b?s=96&#38;d=identicon" medium="image">
			<media:title type="html">Magno Rocha</media:title>
		</media:content>
	</item>
	</channel>
</rss>
